Desconstruindo Alguns Mitos sobre Homeopatia

São vários os mitos que, ao longo dos anos, se foram construindo em torno da Homeopatia, por ser uma especialidade muito diferente de qualquer outra dentro da área da medicina.
Desconstruindo alguns mitos sobre Homeopatia

São vários os mitos que, ao longo dos anos, se foram construindo em torno da Homeopatia, por ser uma especialidade muito diferente de qualquer outra dentro da área da medicina. Se, por um lado, tal situação se deve a um total desconhecimento sobre a ciência e a filosofia homeopáticas, por outro, a prescrição de um único medicamento para o tratamento de todos os sintomas do paciente, e não somente da queixa principal, poderá, à partida, ser algo de difícil compreensão, num mundo habituado a observar o ser humano de forma segmentada.

No entanto, as evidências científicas comprovam que um único medicamento pode efetivamente curar todos os sintomas do paciente e que os medicamentos são eficazes tanto em situações agudas como crónicas. O efeito de um medicamento pode, também, durar meses ou mesmo anos, os medicamentos são muito baratos, seguros e podem, ainda, ser utilizados por todas pessoas, nomeadamente grávidas, bebés, crianças e adultos.

Se ainda tem dúvidas relativamente a esta medicina, no link em rodapé (1), poderá aceder a um documento elaborado pela Academia Internacional de Homeopatia Clássica (www.vithoulkas.com), no qual consta um conjunto de Referências Positivas, Decisões e Diretivas de reconhecimento da Homeopatia como uma terapêutica de referência, entre 1975 e 2021, emitidas por diversos organismos como a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Parlamento Europeu, o Concelho Europeu, a União Europeia, USA, UK, entre outros.

Desconstruindo alguns mitos sobre Homeopatia

Mito 1 – Os medicamentos homeopáticos levam tempo a atuar

A atuação de qualquer medicamento homeopático depende essencialmente de três fatores: natureza e profundidade da patologia, nível de energia do paciente e precisão do medicamento prescrito.

Em casos agudos, a Homeopatia tem habitualmente uma ação muito rápida, variável entre minutos a poucos dias, podendo ser utilizada com eficácia no tratamento de variadas doenças como infeções, febre, constipações, diarreias, entorses, traumas, queimaduras, etc..

Em situações crónicas curáveis, o tratamento homeopático demorará naturalmente mais tempo e requererá, muitas vezes, a prescrição de mais do que um medicamento homeopático. Porém, se os medicamentos precritos forem corretamente selecionados, ao longo do tempo, verifica-se que o sistema imunológico do paciente vai ficando gradualmente mais fortalecido até finalmente se atingir uma cura.

Infelizmente, muitos dos pacientes consultam um homeopata pela primeira vez somente depois de numerosos tratamentos mal sucedidos e inadequados e após os agudos se terem tornado em doenças crónicas, sendo o seu tratamento naturalmente mais demorado.

Mito 2 – Os medicamentos homeopáticos são apenas água com açúcar

Os medicamentos homeopáticos resultam de um processo de consecutivas diluições e sucussões de substâncias naturais, de origem vegetal, mineral ou animal. A maioria dos homeopatas usa diluições centesimais, isto é CH, que resulta da preparação de 1 parte da tintura-mãe para 99 partes de álcool. Deste modo, uma potência 30CH passou por este processo 30 vezes, uma 200CH por 200 vezes e assim por diante.

É do senso comum que, acima do número de Avogrado (potências acima de 12CH), não existe qualquer substância física ou matéria presente nas diluições mantendo-se, porém, a componente dinâmica ou energética de cada substância natural. Significa isto que cada potência conserva um determinado padrão energético, ou vibração, que poderá ser observado por cromatografia ou por equipamentos de ressonância específicos.

Os processos de produção dos medicamentos homeopáticos estão sujeitos a critérios rigorosos e à supervisão das autoridades competentes, à semelhança de qualquer outro medicamento, e incluem experimentações realizadas apenas em pessoas saudáveis.

Mito 3 – A homeopatia não funciona

Conforme referido no mito anterior, cada medicamento homeopático apresenta uma vibração específica. Deste modo, um qualquer medicamento apenas terá efeito num paciente se ambos estiverem em semelhança, ou seja, se a vibração do medicamento estiver em ressonância com a vibração do paciente, condição esta que surge da principal lei da Homeopatia: “Similia Similibus Curentur”, o que significa “o semelhante cura o semelhante”.

O ideal será, em todas as consultas, encontrar o medicamento mais semelhante com o paciente, o “similimum”, porém, na prática clínica verifica-se que, por diferentes fatores, nem sempre é fácil de o encontrar, sendo algumas vezes prescritos medicamentos próximos mas não o “similimum”. Embora tenham uma vibração próxima mas não totalmente semelhante à do paciente, estes medicamentos atuam nele de forma parcial, sem no entanto levar a uma ação totalmente curativa.

Importa, ainda, lembrar que os medicamentos homeopáticos, embora muitos deles sejam feitos com base em substâncias de origem vegetal, nada têm a ver com fitoterapia, ervas ou chás, conforme muitas pessoas podem pensar, uma vez que o seu processo de fabrico é muito distinto e rigoroso.

Desconstruindo alguns mitos sobre Homeopatia

Mito 4 – A homeopatia atua melhor em crianças do que em adultos

É verdade que, muitas vezes, vêm-se resultados mais imediatos em crianças do que em adultos. Na maioria dos casos esta situação verifica-se porque, em termos gerais, as crianças não foram sujeitas a muitos stresses ao longo da sua curta vida, sejam eles do foro psicológico sejam derivados de tratamentos ou medicamentos inadequados, o que as faz ter um organismo e um sistema imunológico fortes. Deste modo, ao darmos a uma criança um medicamento homeopático, verifica-se uma reação quase imediata do seu organismo, como resposta ao estímulo dado pelo medicamento.

Este tipo de resposta rápida aos medicamentos poderá, também, ser observada em adultos com bom nível de saúde, ou seja, em organismos com um bom sistema imunológico. A rapidez e eficácia de um qualquer tratamento homeopático estão, por isso, inteiramente relacionados com o nível de saúde de cada paciente, sendo as consultas e os respetivos tratamentos realizados de forma individualizada.

Mito 5 – Os medicamentos homeopáticos não podem ser utilizados em simultâneo com os medicamentos convencionais

O ideal seria os pacientes tratarem-se unicamente com medicamentos homeopáticos no sentido de fortalecer os seus organismos e devolver-lhes a saúde.

Porém, muitos chegam até aos consultórios de homeopatia sob tratamentos com vários medicamentos convencionais não sendo, naturalmente, possível removê-los de imediato. Nestes casos, inicia-se, quase sempre, o tratamento homeopático em simultâneo com a restante medicação e, à medida que os pacientes vão melhorando, reavalia-se a necessidade de manter ou eliminar a medicação convencional.

Mito 6 – A homeopatia cura todas as doenças

Como qualquer área da medicina, a Homeopatia tem também as suas limitações e algumas doenças não poderão ser curadas com este tipo de tratamento.

O grau de curabilidade de uma doença depende essencialmente do nível de saúde do paciente, isto é, da disponibilidade de energia do seu organismo e do estado do seu sistema imunológico. Quanto mais elevado o nível de saúde do paciente maior será, assim, o grau de curabilidade de uma qualquer doença, seja ela aguda ou crónica.

O medicamento homeopático em semelhança com o paciente sempre estimula o seu sistema imunológico, podendo-lhe conferir uma cura rápida, no caso de um paciente com um elevado nível de saúde, ou uma melhoria gradual e mais demorada, nos níveis mais baixos.

Mito 7 – É preciso acreditar para o medicamento homeopático atuar

A Homeopatia poderá beneficiar a pessoa mais cética desde que tome o medicamento homeopático em perfeita semelhança com ela, o “similimum”. A atuação de um medicamento em determinado paciente tem apenas em consideração a ressonância existente entre as vibrações de ambos, medicamento e paciente. Razão esta que explica, por si só, a eficácia da homeopatia em bebés e animais, que não têm naturalmente qualquer interesse ou opinião sobre a Homeopatia.

Referências

(1) https://www.vithoulkas.com/research/recognition-homeopathy

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